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Novo filme de Zack Snyder é massacrado pela crítica

Diretor rebate críticas e acusações de fascismo após a estreia de A Última Fotografia no Festival de Toronto

16/09/2026 às 17:36

A Última Fotografia (The Last Photograph), novo filme de Zack Snyder, teve uma recepção predominantemente negativa entre os críticos após sua estreia no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF). As avaliações questionaram principalmente o roteiro, a duração, a violência e a abordagem do longa. No Rotten Tomatoes, a produção aparece com 18% de aprovação entre críticos, com seis avaliações registradas até o momento.

Entre as críticas publicadas, The Hollywood Reporter classificou o filme como excessivamente carregado de simbolismos e com diálogos considerados pouco naturais. Já o TheWrap descreveu a produção de forma ainda mais negativa, apontando problemas em seu ritmo, desenvolvimento e abordagem.

O longa acompanha um ex-agente da DEA, interpretado por Stuart Martin, que viaja para um país não identificado da América do Sul em busca dos sobrinhos sequestrados após o assassinato dos pais deles. Durante a jornada, ele conta com a ajuda de um fotógrafo de guerra traumatizado e dependente de heroína, vivido por Fra Fee.

Snyder responde às acusações

Em entrevista à Variety, Snyder comentou a recepção ao filme e também respondeu às acusações de que sua obra teria características fascistas.

O diretor afirmou que está acostumado com interpretações políticas e diferentes classificações atribuídas aos seus filmes. Ao falar especificamente sobre 300, uma de suas produções mais discutidas nesse contexto, Snyder argumentou que considera o longa extremamente carregado de elementos homoeróticos e chegou a defini-lo como “o filme mais gay já feito”.

A declaração foi dada justamente ao rebater a associação de seu trabalho com o fascismo. Snyder também afirmou que já ouviu 300 ser descrito de diferentes maneiras, incluindo como homoerótico, transfóbico e fascista, mas rejeitou a última classificação.

Um projeto de quase duas décadas

A Última Fotografia é um projeto particularmente antigo de Snyder. De acordo com o diretor, ele e o roteirista Kurt Johnstad, seu colaborador em 300, trabalham na ideia há aproximadamente 20 anos.

A produção só foi possível quando surgiu uma brecha no cronograma de Snyder. O filme foi rodado em apenas 32 dias, principalmente na Colômbia, com orçamento reduzido em comparação aos grandes projetos pelos quais o cineasta ficou conhecido.

Snyder também explicou à Variety que o filme possui um caráter mais pessoal e foi desenvolvido fora da estrutura dos grandes estúdios. A história aborda temas como violência, trauma e o impacto de testemunhar acontecimentos extremos.

Apesar das críticas iniciais, algumas avaliações destacaram aspectos visuais da produção. A fotografia e a tentativa de Snyder de trabalhar com uma narrativa mais dramática foram apontadas positivamente em parte das reações, embora esses elementos não tenham sido suficientes para evitar uma recepção majoritariamente negativa.

Até o momento, A Última Fotografia não possui data de estreia comercial anunciada.

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