A produtora A24 lançou o primeiro trailer de Backrooms, seu novo filme de terror que adapta um dos fenômenos mais perturbadores da internet. Dirigido por Kane Parsons, criador original do projeto no YouTube, o longa marca a transição de uma creepypasta viral para uma produção cinematográfica de grande escala.
Confira o trailer:
Previsto para estrear em 29 de maio, o filme acompanha uma terapeuta que investiga o desaparecimento de um paciente após a descoberta de uma misteriosa passagem para outra dimensão, composta por espaços aparentemente infinitos. No elenco estão nomes como Chiwetel Ejiofor, Renate Reinsve e Mark Duplass
A creepypasta
Antes de chegar aos cinemas, Backrooms nasceu como uma creepypasta, histórias de terror criadas e compartilhadas online. O conceito surgiu em 2019, a partir de uma imagem simples postada em fóruns: corredores vazios, carpetes amarelos e luzes fluorescentes. A legenda sugeria que, ao “sair da realidade de forma errada”, seria possível cair nesse espaço infinito e claustrofóbico .
A ideia ganhou força com a série de vídeos criada por Kane Parsons no YouTube, que acumulou milhões de visualizações e ajudou a consolidar o universo como um dos mais populares do terror digital.
Esses vídeos, feitos no estilo found footage, exploram a sensação de isolamento e o medo do desconhecido, acompanhando personagens que se perdem em um labirinto de salas aparentemente comuns, mas profundamente inquietantes.
Um dos elementos centrais de Backrooms é o uso dos chamados “espaços liminares”: ambientes de transição, como escritórios vazios, corredores ou shopping centers desertos. No trailer do filme, esses espaços são levados ao extremo, formando uma dimensão que parece infinita e viva.
Ao longo dos anos, a comunidade online expandiu o universo das Backrooms com diversas teorias. Entre as mais populares estão: Dimensão paralela: as Backrooms seriam uma falha na realidade, acessada por um erro físico ou digital; Experimentos científicos: algumas versões sugerem que organizações secretas abriram portais para essa dimensão; Entidades desconhecidas: criaturas habitariam o espaço, caçando quem entra nele; Níveis infinitos: o universo seria dividido em “níveis”, cada um com regras e perigos próprios.
Essa mitologia coletiva, construída de forma colaborativa, é um dos fatores que tornam o projeto único, e um desafio para adaptação cinematográfica.