O diretor-geral da BBC, Matt Brittin, afirmou ter assistido recentemente a um episódio de 50 minutos de Doctor Who produzido inteiramente com inteligência artificial. Durante a convenção da Royal Television Society, em Londres, o executivo classificou o resultado como “muito bom”.
Brittin também afirmou que a inteligência artificial não deve substituir os profissionais humanos. Segundo o executivo, a tecnologia pode ampliar as possibilidades de criação e permitir que mais pessoas produzam conteúdos com recursos que antes estavam restritos a grandes estúdios.
“Todo mundo é um criador. Nem toda criatividade é ruim”, afirmou Brittin durante o evento. Ele também declarou que cerca de seis bilhões de pessoas têm atualmente acesso a ferramentas capazes de produzir conteúdos próximos ao padrão de grandes produções de Hollywood.
A declaração acontece enquanto a BBC discute o futuro de Doctor Who. A emissora abriu uma concorrência para escolher a próxima produtora responsável pela série, após o encerramento da parceria com a Disney. A expectativa é que novos episódios retornem entre 2028 e 2029.
Apesar da avaliação positiva, Brittin afirmou anteriormente que a BBC pretende estabelecer limites para o uso de inteligência artificial. Em declaração recente, o executivo disse que considera possível utilizar a tecnologia dentro de determinadas regras, mas que ela não deve substituir a criatividade humana.
A BBC já utiliza inteligência artificial experimentalmente em algumas áreas, como a produção de relatórios esportivos e informações meteorológicas locais. No caso de Doctor Who, porém, não há indicação de que o episódio mencionado por Brittin faça parte da produção oficial da série.