O diretor Antoine Fuqua comentou os bastidores turbulentos do filme Michael, cinebiografia sobre Michael Jackson, em entrevista repercutida pelo site Deadline. A produção, que chegou aos cinemas cercada de polêmicas, passou por extensas refilmagens e ajustes significativos no roteiro antes de sua versão final.
Segundo Fuqua, o projeto enfrentou mudanças estruturais importantes após questões legais e criativas impactarem o desenvolvimento da narrativa. As alterações incluíram a reformulação de partes do terceiro ato e a remoção de elementos ligados diretamente às acusações envolvendo o cantor, o que levou a um processo de reescrita e novas filmagens.
De acordo com informações da produção, as refilmagens duraram semanas e envolveram custos milionários adicionais, com estimativas que chegam a dezenas de milhões de dólares para ajustar o corte final do longa.
As mudanças foram motivadas por questões legais relacionadas a um acordo envolvendo a família de um dos acusadores de Michael Jackson, o que impossibilitou a dramatização de determinados eventos na versão original do roteiro.
Fuqua destacou que o processo de produção foi marcado por desafios criativos e decisões difíceis, já que o filme precisou equilibrar a abordagem artística com restrições legais e pressões externas. O resultado final acabou direcionando a narrativa para um recorte mais focado na carreira musical do artista.
A produção também gerou debates antes mesmo do lançamento, com parte da crítica apontando uma abordagem mais “suavizada” da história de Michael Jackson, especialmente em relação às fases mais controversas de sua vida.
Apesar das dificuldades, o diretor indicou que há conversas iniciais sobre uma possível continuação da cinebiografia. A ideia seria expandir a narrativa para outros períodos da vida do artista que não foram abordados no primeiro filme.